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BB e Caixa resolvem deixar Febraban


BB e Caixa resolvem deixar Febraban e já avisaram decisão a Guedes e Campos Neto


Por Murilo Rodrigues Alves


Brasília, 28/08/2021 - O Banco do Brasil e a Caixa resolveram deixar a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e já avisaram a decisão ao ministro da Economia, Paulo Guedes, e ao presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, conforme fontes ligadas aos dois bancos ouvidas pelo Estadão/Broadcast. O motivo da saída se deve a um manifesto que a Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) deve publicar na terça-feira com um pedido de harmonia entre os três Poderes e que tem a Febraban como um dos signatários. Para os bancos públicos, segundo essas fontes, "o documento tem tom político contrário ao governo".


O manifesto não citaria o governo Jair Bolsonaro, mas é encarado como um posicionamento contra a postura hostil tomada pelo presidente em relação ao Judiciário. O documento pede aproximação e cooperação entre Legislativo e Executivo e Judiciário, o enfrentamento da pandemia e ações econômicas.


No governo, quem liderou o movimento de ruptura dos bancos públicos com a Febraban foi o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, que mantém grande proximidade ao presidente Jair Bolsonaro.


A relação dos bancos públicos com os privados já estava ruim na Febraban. BB e Caixa foram contrários ao manifesto na votação da Federação. Eles entendem que os privados, não só nesse caso, vinham impondo sua vontade, muitas vezes contra o interesse dos bancos públicos. "E essa história funcionou como a gota d'água". Agora, pensam em criar uma associação nacional dos bancos públicos.


A cúpula dos dois bancos oficiais contesta uma parte específica do manifesto: "As entidades da sociedade civil que assinam este manifesto veem com grande preocupação a escalada de tensões e hostilidades entre as autoridades públicas. O momento exige de todos serenidade, diálogo, pacificação política, estabilidade institucional e, sobretudo, foco em ações e medidas urgentes e necessárias para que o Brasil supere a pandemia, volte a crescer, a gerar empregos e assim possa reduzir as carências sociais que atingem amplos segmentos da população".


Para eles, "o Brasil já está crescendo, a economia está em 'retomada em V' e já está gerando empregos" e, portanto, o manifesto não faz sentido.


Nas duas instituições, há uma ala que se preocupa se a saída pode ser questionada por órgãos de controle, como Tribunal de Contas da União (TCU) e Ministério Público Federal (MPF), ficando caracterizado como ingerência política. Além disso, o desligamento dos dois maiores bancos da associação que representa as instituições financeiras pode ter consequências em "objetivos comuns", como a reforma tributária, em que todos estão do mesmo lado.


Fonte: https://www.terra.com.br/

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