EM TEMPOS DE CORONAVÍRUS


Na reclusão imposta

pela pandemia alastrada,

no recesso do lar,

pus-me a pensar:

Como estou a me sentir?

Um peixe sem barbatanas,

caranguejo sem pinças,

pássaro sem asas,

gato sem bigodes...

Sem rumo! 

Para que ter rumo,

se não tenho para onde ir?

No meu cantinho doméstico,

o melhor lugar do mundo,

o mais seguro, o mais calmo.

Nunca cozinhei tanto

para uma pessoa só!

Graças à minha neta,

despensa abastecida,

geladeira sortida!

Sem saudades dos bufês por quilo

e da fila para pesar o pasto...

Isolamento social,

igualdade racial, 

ricos e pobres, 

tudo se iguala,

tudo se nivela.

Somos apenas míseros mortais.

De que valem roupas de grife,

joias caras, carros de luxo,

dinheiro no banco,

brilhos e festas,

riqueza e poder?

A lamentar apenas 

a falta temporária

do abraço dos queridos,

do carinho dos netos.

Amar à distância,

nova prática a assimilar.

Liberdade restrita de movimentos,

liberdade infinita de sentimentos.

Tempo para criatividade,

tempo para meditação.

Pensamento positivo,

ansiedade de tudo superar.

Grupos de idosos em risco,

com prioridade para morrer,

jovens rebeldes, 

que não sabem o que fazer.

O que queremos?

Voltar para as ruas,

aliviados, sim, mas melhores,

mais solidários, com novo olhar!

Desvelando o lado bom do viver.

Por enquanto, por pouco tempo,

quedemo-nos a pensar:

não é para sempre, VAI PASSAR!

Autor: Nelson José Nichele.

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